Os erros que cometemos ao iniciar um novo relacionamento podem transformar a empolgação inicial em frustração antes mesmo de a conexão ganhar força. É natural sentir aquele frio na barriga, imaginar um futuro promissor e mergulhar de cabeça na novidade que um parceiro traz. Mas, junto com essa energia, vêm desafios que nem sempre percebemos de imediato – desde mal-entendidos sutis até escolhas que minam a confiança mútua. Pesquisas sugerem que cerca de 60% dos casais enfrentam problemas evitáveis nos primeiros meses, muitas vezes por expectativas que não se alinham à realidade (dado inspirado em estudos relacionais, a ser confirmado por fonte confiável).
Neste artigo, vamos direto ao ponto: identificar os principais tropeços que sabotam o começo de uma relação e oferecer caminhos práticos para contorná-los. Não se trata de perfeição, mas de dar ao seu relacionamento uma chance real de florescer com bases sólidas. Vamos explorar os erros mais comuns e como você pode evitá-los para construir algo duradouro e verdadeiro.
Criar Expectativas Irrealistas
Quando você começa um novo relacionamento, é fácil se deixar levar por um mar de sonhos e possibilidades. Mas aqui está o pulo do gato: criar expectativas que não têm pé na realidade é um dos erros mais traiçoeiros que você pode cometer. Não estou falando de ter padrões ou desejos – isso é saudável! O problema surge quando você projeta uma versão idealizada do seu parceiro ou da relação, ignorando quem eles realmente são.
Por Que Isso Acontece?
Vamos ser honestos: filmes, séries e até redes sociais nos bombardeiam com ideias de romances perfeitos. Você já reparou como casais fictícios resolvem tudo com um gesto grandioso e um pôr do sol ao fundo? Na vida real, porém, as coisas são mais bagunçadas – e tudo bem! O perigo está em acreditar que seu parceiro vai adivinhar seus pensamentos ou que vocês nunca vão discordar. Outro gatilho comum é o entusiasmo inicial: nos primeiros encontros, todo mundo mostra o melhor de si, e é fácil confundir isso com uma promessa de perfeição eterna.
Exemplo da Vida Real
Pense na Ana, que conheceu o João em um aplicativo de namoro. Ele era charmoso, falante e adorava sair – exatamente o que ela queria. Mas, depois de algumas semanas, Ana ficou frustrada porque João começou a curtir noites mais tranquilas em casa. Ela esperava que ele fosse sempre o “rei da festa”, sem considerar que ele também tem seus momentos de calmaria. Esse tipo de expectativa irrealista cria um abismo entre o que você imagina e o que realmente acontece.
O Impacto no Relacionamento
Quando você cai na armadilha das expectativas fora da curva, o resultado é quase sempre o mesmo: decepção. Você pode acabar cobrando do outro algo que ele nunca prometeu ou se sentindo traído por algo que só existia na sua cabeça. Isso gera pressão, discussões e até um desgaste precoce da relação. Um estudo informal que vi circulando (vale checar em fontes como revistas de psicologia) sugere que casais com expectativas desalinhadas têm mais chances de brigar nos primeiros meses. Não é à toa que esse é um dos erros que mais aparecem nas histórias de términos relâmpago.
Como Evitar Esse Tropeço

Quer construir algo real e evitar esses erros? Aqui vão algumas dicas práticas e detalhadas que já me ajudaram – e que vejo funcionando com amigos também.
Converse Desde o Começo
Não espere semanas para falar sobre o que você valoriza ou espera da relação. Por exemplo, se você sonha com alguém que adore viajar, pergunte logo: “Você curte explorar novos lugares ou prefere ficar na sua zona de conforto?”. Isso não é ser chato, é ser esperto. Uma conversa leve e honesta logo no início já alinha o que vocês querem – ou mostra se estão em páginas diferentes.
Conheça a Pessoa, Não o Ideal
Essa é a parte mais difícil, mas também a mais valiosa: aceite que seu parceiro é humano. Ele vai ter dias ruins, manias esquisitas (tipo deixar a toalha molhada na cama – quem nunca?) e opiniões que nem sempre batem com as suas. Em vez de focar no que ele “deveria” ser, preste atenção em quem ele é. Pergunte a si mesmo: “Eu gosto dessa pessoa como ela é hoje, não como eu quero que ela seja amanhã?”.
Teste na Prática
Aqui vai uma ideia que aprendi com uma amiga: faça um “teste de realidade” nas primeiras semanas. Combine algo simples, como um jantar em casa ou um passeio sem grandes planos. Veja como vocês lidam com imprevistos – um atraso, uma comida que não deu certo. Isso revela mais sobre o outro do que mil encontros perfeitamente ensaiados. E, de quebra, ajuda você a ajustar suas expectativas ao que é real.
Um Toque Pessoal
Já passei por isso: no meu primeiro namoro, achei que o cara seria meu “príncipe encantado” só porque ele era ótimo em mandar mensagens fofas. Quando percebi que ele odiava planejar qualquer coisa comigo, fiquei arrasada – mas a culpa era minha por esperar algo que ele nunca prometeu. Aprendi na marra que alinhar expectativas é um ato de respeito, tanto por mim quanto pelo outro. Hoje, vejo que deixar as coisas fluírem com base no que é concreto, não no que eu invento, faz toda a diferença.
Ignorar Sinais de Alerta (Red Flags)
Quando você está começando um relacionamento, os erros podem surgir de onde menos espera – e um dos mais perigosos é fechar os olhos para os sinais de alerta, aqueles famosos “red flags”. É como estar tão encantado com o brilho das luzes que você não vê o buraco no caminho. A empolgação inicial faz isso com a gente: queremos acreditar que tudo vai dar certo, então ignoramos comportamentos que, lá na frente, podem virar problemas sérios. Mas reconhecer esses sinais cedo é essencial para proteger seu tempo e seu coração.
O Que São Esses Sinais de Alerta?
Red flags são atitudes ou padrões que indicam algo preocupante no parceiro ou na dinâmica entre vocês. Não estou falando de pequenos defeitos – todo mundo tem! – mas de coisas que afetam o respeito, a confiança ou a compatibilidade. Pode ser desde alguém que nunca assume responsabilidade até uma pessoa que te critica o tempo todo disfarçando de “brincadeira”. O truque é distinguir o que é só uma peculiaridade do que é um alerta de verdade.
Exemplo que Já Vi Acontecer
Conheço a história da Mariana, que começou a namorar o Pedro cheia de esperança. Ele era divertido e carismático, mas logo ela notou que Pedro cancelava planos sem explicação ou ficava horas sem responder mensagens, mesmo estando online. Mariana pensou: “É só o jeito dele, vai melhorar”. Spoiler: não melhorou. Esses eram sinais de desinteresse e falta de consideração, mas ela só percebeu quando já estava emocionalmente envolvida demais.
Por Que Ignoramos Esses Erros?
A culpa nem sempre é nossa – ou melhor, não totalmente. No começo, o cérebro está inundado de dopamina, aquele hormônio da felicidade que nos deixa meio cegos. Além disso, tem a pressão social: “Não seja tão exigente”, “Dê uma chance”, dizem os amigos. E, às vezes, a gente simplesmente não quer admitir que cometeu um dos erros clássicos: escolher alguém que não combina com o que precisamos. Mas ignorar esses sinais só adia o inevitável.
O Preço de Fechar os Olhos

Quando você deixa passar um red flag, o impacto pode ser pesado. Relacionamentos assim tendem a virar um ciclo de frustração – você justifica hoje, tolera amanhã, e, de repente, está preso em algo que te faz mais mal do que bem. Pense no Pedro cancelando os planos da Mariana: no início, era só inconveniente; depois, virou um padrão que a fez se sentir desvalorizada. Estudos de comportamento (vale checar em fontes como Psychology Today) mostram que casais que ignoram alertas iniciais têm mais chances de enfrentar crises sérias em menos de um ano.
Como Identificar e Agir
Não precisa virar detetive, mas ficar atento faz toda a diferença. Aqui vão algumas dicas práticas para não cair nessa armadilha – e uma tabela para te ajudar a separar o joio do trigo.
Observe os Padrões, Não os Momentos
Uma atitude isolada pode ser só um dia ruim – todo mundo erra de vez em quando. Mas se algo se repete, como falta de comunicação ou desrespeito, é um sinal. Por exemplo, se seu parceiro promete mudar e nunca cumpre, preste atenção nisso. Anote mentalmente (ou até no celular!) as vezes que isso acontece em um mês. Padrões dizem mais do que promessas.
Confie no Seu Instinto
Sabe aquela sensação incômoda que você tenta ignorar? Ela é sua aliada. Uma vez, saí com alguém que falava mal de todos os ex-parceiros. No começo, achei que era só desabafo, mas meu instinto gritava: “Isso não é normal”. Resultado? Ele acabou falando mal de mim também, meses depois. Se algo te deixa desconfortável, pergunte a si mesmo: “Eu aceitaria isso daqui a um ano?”.
Peça uma Segunda Opinião
Fale com um amigo de confiança – alguém que não vai te julgar, mas também não vai passar a mão na sua cabeça. Descreva a situação sem floreios. “Ele me deixa esperando horas sem avisar, o que você acha?” Às vezes, quem está de fora enxerga o que a gente teima em não ver.
Red Flags x Manias Inofensivas
Aqui está uma tabela simples para te ajudar a diferenciar o que merece atenção do que é só um detalhe:
Comportamento | Red Flag? | Mania Inofensiva? | O Que Fazer |
---|---|---|---|
Cancela planos sem motivo | Sim | Não | Pergunte o porquê e observe se vira rotina |
Fala mal de todo mundo | Sim | Não | Avalie se isso reflete imaturidade |
Esquece de responder às vezes | Não | Sim | Converse se for recorrente |
Não gosta das mesmas séries | Não | Sim | Aceite como diferença de gosto |
Um Conselho de Quem Já Passou por Isso
Já ignorei um red flag achando que “era só uma fase” – o cara vivia me interrompendo e ria das minhas opiniões. Pensei que ia mudar, mas só piorou. Hoje, sei que ouvir meu instinto e agir cedo teria me poupado meses de dúvida. Não é sobre ser perfeccionista, mas sobre respeitar seus próprios limites. Se algo te incomoda logo no começo, não espere virar um incêndio para apagar a chama.
Avançar Rápido Demais
Um dos erros mais comuns ao iniciar um relacionamento é pisar no acelerador antes de conhecer a estrada. Você já sentiu aquele impulso de querer tudo de uma vez – morar junto, planejar uma viagem de um ano ou até apresentar o parceiro para toda a família no segundo encontro? É normal se empolgar, mas avançar rápido demais pode transformar um começo promissor em um caos de arrependimentos. Relacionamentos precisam de tempo para respirar, e pular etapas pode custar caro.
Por Que Corremos Tanto?
A culpa muitas vezes vem da adrenalina dos primeiros momentos. Tudo é novo, intenso, e parece que vocês foram feitos um para o outro – então, por que esperar? Às vezes, é a pressão externa também: amigos casando, redes sociais cheias de #casalperfeito, ou até aquela vontade de “provar” que você finalmente encontrou alguém. Mas correr atrás de marcos antes de construir confiança é como montar uma casa sem alicerce – pode até ficar bonita por fora, mas desaba na primeira tempestade.
Exemplo que Poderia Ser Você
Pense no Lucas e na Sofia. Depois de um mês saindo juntos, eles decidiram morar na mesma casa porque “passavam todo o tempo juntos mesmo”. Só que ninguém avisou que Lucas detesta lavar louça e Sofia precisa de silêncio para trabalhar. Em duas semanas, o que era paixão virou uma série de brigas sobre coisas que eles nem sabiam que incomodavam. Avançar rápido pareceu romântico no calor do momento, mas deixou os dois sem chão.
O Que Você Perde ao Acelerar
Quando você comete esses erros de timing, o impacto não é só logístico – é emocional. Sem tempo para conhecer o outro de verdade, vocês acabam lidando com surpresas desagradáveis que poderiam ter sido evitadas. A intimidade forçada gera desconforto, e os conflitos que aparecem não têm uma base de confiança para serem resolvidos. Já ouvi histórias de casais que, depois de um “eu te amo” precoce, passaram meses tentando sustentar algo que nem sabiam se queriam. O preço? Frustração e, muitas vezes, um término que deixa marcas.
Como Dar o Ritmo Certo
Não é sobre ser lento ou chato – é sobre ser esperto. Aqui estão algumas ideias práticas para evitar esses erros e deixar a relação crescer no tempo dela.
Curta as Etapas Naturais
Resista à tentação de pular para o “próximo nível” só porque parece certo na teoria. Por exemplo, antes de morar juntos, que tal testar um fim de semana inteiro na casa um do outro? Veja como vocês lidam com o dia a dia – quem cozinha, quem organiza, como dividem o espaço. Esses momentos simples mostram mais sobre compatibilidade do que mil planos no papel. A graça está em descobrir aos poucos.
Construa Confiança Primeiro
Dizer “eu te amo” ou planejar um futuro juntos é incrível – quando tem fundamento. Pergunte a si mesmo: “Eu conheço essa pessoa o suficiente para confiar nela?”. Uma vez, uma amiga me contou que jogou tudo num relacionamento de três semanas, só para descobrir que o cara mentia sobre coisas básicas, como o emprego. Esperar um pouco não mata a magia; só garante que ela seja real.
Defina Seus Próprios Marcos
Não deixe o ritmo dos outros ditar o seu. Sua prima pode ter noivado em seis meses, mas isso não significa que você precisa correr atrás. Crie marcos que façam sentido para vocês – talvez seja o primeiro feriado juntos ou uma conversa séria sobre objetivos. O importante é que cada passo venha de uma conexão genuína, não de uma pressa sem propósito.
Reflexão de Quem Já Aprendeu
Teve uma vez que eu quase cometi esse erro. Conheci alguém e, em duas semanas, já estávamos falando de viajar juntos por meses. Parecia perfeito, até que percebi que nem sabia como ele lidava com stress ou se nossos valores batiam. Frear um pouco me deu clareza – e, no fim, vi que não éramos tão compatíveis assim. Hoje, vejo que dar tempo ao tempo não é perder chance, é ganhar certeza.
Falta de Comunicação Clara
Entre os erros que podem derrubar um relacionamento logo no começo, a falta de comunicação clara é um dos mais silenciosos – e devastadores. Você já se pegou presumindo o que o outro pensa ou esperando que ele adivinhe o que você quer? É como jogar um jogo sem regras: ninguém sabe o que está acontecendo, e todo mundo sai perdendo. Falar abertamente pode parecer desconfortável no início, mas é o que separa uma relação confusa de uma que tem chance de dar certo.
Por Que a Comunicação Falha?
Não é que a gente queira complicar – às vezes, simplesmente não sabemos como começar. Nos primeiros encontros, é comum evitar assuntos “pesados” para manter o clima leve. Ou então, achamos que o outro vai entender nossas indiretas – tipo mandar um “tá tudo bem” quando, na verdade, não está. Outras vezes, o medo de parecer exigente ou vulnerável nos trava. Mas deixar de falar o que importa é como plantar uma bomba-relógio: os mal-entendidos só crescem.
Exemplo que Mostra o Problema
Imagine a Clara e o Marcos. Ela achava que estavam exclusivos porque saíam toda semana, mas nunca perguntou. Marcos, por outro lado, ainda conversava com outras pessoas no aplicativo de namoro, porque ninguém tinha falado em compromisso. Quando Clara descobriu, ficou magoada, e Marcos ficou confuso – “Mas você nunca disse que queria isso!”. Um simples papo teria evitado esse desencontro, mas a falta de clareza abriu espaço para mágoas.
O Custo de Não Falar Aberto
Quando você comete esses erros de comunicação, o impacto é imediato. Pequenas coisas viram grandes questões: um comentário mal interpretado vira briga, um silêncio vira desconfiança. Sem diálogo, vocês não criam aquele vínculo de confiança que segura a relação nos momentos difíceis. Já vi casais que pareciam perfeitos desmoronarem porque ninguém teve coragem de dizer o que realmente sentia. A longo prazo, isso mina a intimidade – e o que era pra ser um começo feliz vira um festival de suposições.
Como Construir uma Comunicação Sólida

Quer evitar esses erros e fazer a relação fluir? Aqui estão algumas dicas práticas que funcionam – testadas na vida real, não só na teoria.
Seja Direto, Mas Gentil
Não precisa virar um interrogatório, mas clareza é tudo. Se você quer saber onde a relação está indo, pergunte: “Ei, como você vê a gente daqui um tempo?”. Ou, se algo te incomoda, fale logo: “Quando você demora pra responder, fico pensando se tá tudo bem – podemos ajustar isso?”. Ser honesto não assusta; o que assusta é ficar no escuro. O tom faz diferença – seja curioso, não acusador.
Pergunte em Vez de Presumir
Adivinhação é o maior atalho pra confusão. Uma vez, eu achei que um cara não me ligava porque estava desinteressado – até descobrir que ele só era péssimo com celular. Se eu tivesse perguntado, teria poupado dias de paranoia. Então, se não tá claro, pergunte: “Você prefere planejar ou deixar rolar?” ou “Isso é importante pra você?”. É simples e corta o mal pela raiz.
Crie Espaço para Conversas
Não deixe o diálogo acontecer só na crise. Combine um momento leve – tipo um café ou uma caminhada – pra falar sobre como vocês estão. “O que você tá achando desses primeiros meses?” pode abrir portas pra entender o outro sem pressão. Tornar isso natural desde o começo evita que falar vire um bicho de sete cabeças depois.
Uma Lição que Eu Carrego
Já passei por um rolo por não comunicar direito. Saía com alguém que parecia ótimo, mas eu nunca disse que precisava de mais atenção nos fins de semana. Resultado? Ele achava que eu curtia a distância, e eu ficava chateada em silêncio. Quando finalmente falei, já tinha virado um nó. Aprendi que abrir a boca – mesmo que seja pra algo pequeno – é o que mantém as coisas no trilho. Comunicação não é só pra resolver problema; é pra construir algo juntos.
Comparar com Relacionamentos Passados
Um dos erros mais fáceis de cometer ao começar algo novo é carregar o passado nas costas – e compará-lo com o presente. Você já se pegou pensando “meu ex fazia isso melhor” ou esperando que o novo parceiro preencha os buracos que o antigo deixou? É humano olhar pra trás, mas transformar cada passo do presente numa competição com o que já foi é um caminho certo pra sabotar a relação. O que passou, passou – e deixar isso guiar o agora só atrapalha.
Por Que a Gente Faz Isso?
Comparar é quase um reflexo. Depois de um término, você reflete sobre o que deu errado ou o que era bom, e isso fica na memória como uma régua invisível. Às vezes, é saudade disfarçada; outras, é medo de errar de novo. Conheço gente que, depois de um relacionamento tóxico, compara cada silêncio com as brigas do ex, achando que vai se repetir. Mas esses erros de perspectiva roubam a chance de ver o novo pelo que ele é – uma história diferente, com uma pessoa diferente.
Exemplo que Acerta em Cheio
Pensa no Thiago e na Juliana. Ele adorava como a ex cozinhava pratos elaborados toda semana, e começou a criticar Juliana porque ela prefere pedir delivery nos dias corridos. “Minha ex fazia isso por mim”, ele dizia, sem notar que Juliana trazia outras coisas à mesa – como apoio nos projetos dele. Essa comparação não só magoou Juliana, mas fez Thiago perder de vista o que ele tinha agora. O passado virou um filtro que distorceu tudo.
O Que Isso Causa na Relação
Quando você cai nesses erros de comparação, o estrago é duplo. Primeiro, o parceiro atual sente que nunca é suficiente – imagina como é ouvir que você não chega aos pés de alguém que nem está mais na jogada? Segundo, você fica preso num ciclo de insatisfação, focando no que falta em vez do que existe. Já vi isso acontecer com amigos: um comentário bobo sobre o ex vira insegurança, depois briga, e de repente o relacionamento novo está rachado por causa de um fantasma velho.
Como Deixar o Passado Onde Ele Pertence
Quer parar de cometer esses erros e dar uma chance real ao presente? Aqui vão dicas práticas – e uma tabela pra te guiar no processo.
Foque no Que É Único
Cada pessoa traz algo novo – descubra o que é. Talvez seu ex fosse ótimo em surpresas, mas o atual te escuta como ninguém. Pergunte: “O que essa pessoa faz que me toca de um jeito diferente?”. Uma vez, saí com alguém que não era tão extrovertido quanto meu ex, mas me fazia rir até doer a barriga. Perceber isso me ajudou a deixar as comparações de lado e aproveitar o momento.
Trabalhe o Passado Internamente
Se as memórias antigas ainda pesam, vale refletir antes de jogar no outro. Escreva o que você sente – “Eu gostava quando meu ex fazia X” – e veja se isso é algo que você pode pedir agora, ou se é só nostalgia. Conversei com uma terapeuta que sugeriu isso, e funciona: separar o que é saudade do que é necessidade real limpa a cabeça pra viver o presente.
Crie Novas Memórias
Não deixe o passado ser o padrão; construa algo fresco com quem está com você. Planeje um dia só de vocês – um piquenique, uma maratona de filmes – e deixe essas experiências definirem a relação. Quanto mais vocês criam juntos, menos espaço sobra pro que já foi.
Passado x Presente – O Que Fazer?
Aqui está uma tabela pra te ajudar a diferenciar o que merece atenção e o que é só eco do passado:
Situação | É uma Comparação? | É um Problema Atual? | O Que Fazer |
---|---|---|---|
“Meu ex me levava pra jantar” | Sim | Não | Veja se o atual tem outros gestos |
“Ele nunca pergunta como estou” | Não | Sim | Converse sobre suas necessidades |
“Ela não é tão organizada” | Sim | Não | Valorize o que ela traz de diferente |
“Ele me ignora às vezes” | Não | Sim | Aborde o comportamento diretamente |
Uma História Pessoal
Já tropecei feio nisso. Namorei alguém novo e vivia pensando como meu ex era mais “romântico”. Até que percebi que estava tão focada no que faltava que ignorava o cara incrível na minha frente – ele não mandava flores, mas planejava cada detalhe dos nossos rolês com um cuidado que eu nunca tinha visto. Parar de comparar foi como tirar um véu: vi ele por ele, não pelo que eu já conhecia. Hoje, sei que o passado é só uma lembrança, não um manual.
Conclusão
Iniciar um novo relacionamento é como plantar uma semente – os erros que você comete no começo podem fazer toda a diferença no que vai crescer depois. Neste artigo, exploramos cinco armadilhas comuns: criar expectativas irreais, ignorar sinais de alerta, avançar rápido demais, falhar na comunicação clara e comparar com o passado. Cada um desses erros tem o poder de abalar a base de algo que poderia ser incrível, mas a boa notícia é que todos são evitáveis. Com um pouco de atenção e as dicas que compartilhamos – como conversar abertamente, dar tempo ao tempo e focar no presente –, você pode transformar esses tropeços em degraus para algo sólido e verdadeiro.
Esse tema importa porque ninguém merece repetir os mesmos erros por falta de clareza ou pressa. Adotar essas soluções não é só sobre evitar problemas; é sobre construir um vínculo que valha a pena – um que respeite quem você é e quem o outro é. Quer dar o próximo passo? Aqui no Vínculo Perfeito, temos mais artigos cheios de ideias práticas pra te ajudar a navegar pelo mundo dos relacionamentos. Confira nossos posts sobre como fortalecer a confiança ou lidar com conflitos – tem muito mais esperando por você!
O que achou dessas dicas? Já caiu em algum desses erros ou tem uma solução que funcionou pra você? Conta aqui nos comentários – adoramos ouvir suas histórias! Como você lida com as expectativas no começo de um namoro?
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FAQ – Perguntas Frequentes
1. Por que expectativas irreais são tão comuns em novos relacionamentos?
Porque a empolgação inicial e as influências externas (como filmes e redes sociais) nos levam a idealizar o parceiro ou a relação. O truque é equilibrar os sonhos com a realidade.
2. Como sei se algo é um sinal de alerta ou só um defeito normal?
Observe se é um padrão consistente que afeta o respeito ou a confiança, como desrespeito ou falta de comunicação. Pequenas manias, como ser desorganizado, geralmente não são red flags.
3. Quanto tempo devo esperar antes de dar um passo grande, como morar junto?
Não existe regra fixa, mas conhecer os hábitos, valores e a dinâmica de vocês – o que pode levar meses – ajuda a tomar decisões mais seguras.
4. E se meu parceiro não gosta de conversar sobre sentimentos?
Tente criar um ambiente leve pra falar, mas se ele se fechar sempre, pode ser um sinal de incompatibilidade. Comunicação é essencial pros dois lados.
5. Comparar com o ex é sempre ruim?
Não necessariamente, mas vira problema quando isso impede você de valorizar o presente ou pressiona o outro a ser quem ele não é. Use o passado pra aprender, não pra julgar.